Agora com algumas idéias... Mas e o ideal?

GTA Rio de Janeiro

Bicheiro é alvo de atentado a bomba no Recreio dos Bandeirantes - O Globo


A versão de que os assassinos usaram explosivos no ataque é considerada pelo fato de o veículo usado por Rogério Andrade ter blindagem nível 4, capaz de conter tiros de fuzil. Equipes da Divisão de Homicídios (DH) estiveram no local do atentado. O cenário em torno do Corolla lembravam imagens de um ataque terrorista. Num raio de 70 metros era possível ver partes de corpos e pedaços do veículo. Vestido com bermuda e camiseta de malha, o corpo do filho do bicheiro estava do lado de fora do carro, parcialmente queimado e sem uma das pernas.




Não sei como a Rockstar não faz um Grand Theft Auto na Cidade Maravilhosa. Enredo pra isso aqui não falta!

Chuvas de Abril

Preso na chuva de segunda feira. Levei 1hora pra percorrer de onibus um trecho de 500m, entre a ixtaxio ixtaixion e a Paulo de Frontein. Agua subindo, chegando quase ao 1 degrau do coletivo. Pode ser a visão do inferno, mas tem as suas amenidades:  o motorista é impagável, mó comédia. Rir da situação é o que nos resta. Praticamente um show de stand up. Ou melhor de sit down in a bus comedy.Fico pensando em descer e encarar a chuva, mas ainda tem um bom pedaço alagável pelo caminho.

Depois de DUAS HORAS parado no trânsito, resolvo descer do ônibus e ir caminhando pra casa. A chuva deu uma maneirada mas o estrago já estava feito: Tudo parado e alagado. Voltei pela Haddock Lobo, que é mais alto que a Satamini, mas mesmo assim estava com bolsões de água no Largo da Segunda - Feira. Subi a rua do Bispo e caminhei em direção a Barão de Itapagipe até descer pela Valparaíso. Dali me informam pelo celular que o início da praça Saens Pena estava alagado. Subo denovo pela rua Moura Brito até a Gen. Roca. Consigo chegar ileso à S.Pena com a meia apenas humida, graças ao Timberland nos meus pés. Valeu a pena esta compra...

Mais subidas impossíveis.


Bike route 416636 - powered by Bikemap 

Dessa vez foi uma visitinha a rampa de salto na Pedra Bonita.Só que pra isso teríamos algumas subidinhas incruadas. Principalmente a estrada de acesso a rampa. Tão inclinada (em alguns pontos deu 28% no GPS) e de piso tão irregular que era difícil ficar de pé: Se sentar a bike empinava a cada pedalada. Tão forte que parecia que ia cair pra trás. Se fosse pedalar em pé não havia tração suficiente para subir, com o pneu traseiro derrapando como se fosse no asfalto molhado. Eu até tentei encontrar o balanço ideal para subir aquelas paredes, mas tava com medo de cair, ainda por cima clipado, o que dava mais ainda insegurança. Então fiz o que a grande maioria fez. Empurrar a bike até o topo. O que digamos foi uma tarefa tão dificil quanto pedalar naquelas condições. Chegando ao topo a recompensa: O visual maravilhoso da praia de São Conrado.

Subindo para ver Jesus...

E não era o namorado da Madonna, mas sim a estátua do Cristo. Uma das listas de subidas no Rio de Janeiro que eu risquei do caderninho de metas ontem. Paineiras e Corcovado. Paineiras já velha conhecida, agora subindo tranquilo, principalmente do alto das 24 marchas da Mtb nova. A surpresa seria mesmo Cristo, que valeram cada dente a mais do cassete da Mtb que da Speed. Se eu tivesse com a speed teria empurrado subida  acima quase que inteira. Em compensação, uma leve desconfiança para descer as estradas, principalmente por causa dos pneus cravudos e pelo afundamento da dianteira ao freiar, devido a suspenção dianteira.

Bike route 411071 - powered by Bikemap 
De resto só alegria, principalmente por estar ao lado de 40 malucos que acordam cedo para ficar pedalando ao sol. Ainda pra refrescar uma parada na ducha das Paineiras, onde lembrei o quão gelada era nadar no inverno com piscina sem aquecimento, porque a água da ducha estava nesta temperatura. Apesar disso, ao descer o Alto e sentir o calor na Conde de Bonfim, me deu vontade de subir tudo de novo para se refrescar na ducha.
Desta vez não tem Scout preciso. Sem computador na Mtb. Ainda.

Calçado para terra.

Sempre fui zoado por não poder encarar pedais nas quais a terra, buracos e trilhas fazem parte principal do roteiro. Reane que o diga. Aliás ano passado perdi vários pedais maneiros por só possuir uma speed. Bem agora não mais. Estamos com bike nova, mtb, um frankstein na verdade. Pneus e aros de DownHill, quadro Caloi Elite 2.1, relação alivio, suspa Manitou Axel. Usada, com uns 500km de relação, muito bem cuidada e mantida por um parceirão de pedal dos sábados. Era da sua namorada. Comprei a bike pensando na minha esposa, mas imagino que ela não irá reclamar se eu der umas voltinhas por aí com ela...
Peguei hoje e aproveitei pra fazer o test drive. Pneus Cravudos 1.95, muito macios, agarram muito no asfalto. Pedalava e não saia do lugar. Parecia até que estavam furados. Acho que pros passeios no asfalto a troca por slicks é essencial. Outra coisa é a suspensão. Nunca havia pilotado com uma. Supermarcia (pra quem tá acostumado de speed) encarou as crateras da Conde de Bonfim e Barão de Mesquita sem pestanejar. Mas realmente dá uma roubadinha na energia ao pedalar, principalmente em pé. Derrepente no carnaval eu a levo para encarar o seu ambiente natural: trilhas e estradas de terra.

Sabado de sol e pedal

Depois de quase 3 semanas de descanso do Audax, volto a rotina de sábado, subir Paineiras com a galera da Kraft. Subi tão bem que tava achando inclusive que ainda estava participando do Audax, com hora pra chegar e tudo. Mas a cada parada o papo com a galera rola solto e você acaba esquecendo um pouco do horário. Já nas Paineiras, iria arriscar uma ducha, mas os Tijucanos estavam com pressas então nem parei. Descemos juntos rumo ao Alto da Boa Vista, quando, numa curva eu quase perco o controle da bike. Achei que tinha escorregado em algum limo ou folhinha. Não tava enxergando muito bem por causa dos óculos escuros no meio das sombras das árvores. Quando que na próxima curva, bem mais devagar, eu quase levo um segundo estabaco. Foi então que parei pra prestar atenção no pneu: murcho. Fiz a troca mais rápida de minha vida, uns 10 min. e seguimos descendo alto até a Uruguai, quando todos os 5 se dispersaram de volta para suas respectivas casas.

Scout: Av.: 15,9 km/h, Mx: 53,3 km/h, Tm: 2h24m52s, Dst: 38.66 km. 

Até hoje, 06/02/2010, tenho marcado no odômetro do ciclocomputador 1.593,5km percorridos. Mês que vem, Março dia 6, vai fazer 3 anos que a Caloi 10 está comigo. Mais uns 300 km contados pelo blog (e medidos pelo bikely ou g.earth) antes de eu comprar o Cateye. Isso tudo dá no total 1893,5km. Por ano dá 629,2 km ao ano, 52,43 km ao mês,  1,75km por dia. Pouco muito pouco, comparado com a galera com quem pedalo. Mas pra mim, passei grandes momentos nesta bike, como os 2 Audax e 1 Desafio, passeios marcantes para Pontal, Sumaré e Paineiras, nunca temendo subidas, por mais inclinadas que sejam, como foi o Parque do Leblon, ou sempre veloz nas descidas, como a máxima de 63,4km/h descendo o Alto da Boa Vista e 44.7km/h no plano do Aterro do Flamengo, com vento contra.

Pedalando ao Sol

Audax 200km 17/01/2010


Domingo de madrugada. Um cento de ciclistas esperando a largada no Shopping Tijuca. Carro madrinha escoltando o comboio. Pelotão encarando as vias mais movimentadas da cidade. Foi a visão que tive ao rolar com um monte de audaciosos pela Av. Presidente Vargas. O dia prometia muito calor mas o que estava dando as caras era a adrenalina de pedalar junto a essa galera, principalmente depois que o carro madrinha nos liberou na Av. Rio Branco. Como tinha imaginado, foi uma correria até a subida da rua Alice, pois o horário de fechamento do PC1 seria apertado. Tendo feito o (quase) mesmo percurso em 2009, sabia que não poderia enrolar muito neste trecho. Desta vez escalei as paineiras acompanhado de vários ciclistas, alguns de speed, muitos de mtb, num ritmo que me faria chegar no PC1 a tempo e ter forças pro resto do percurso. Ao mesmo tempo lembrando que não estava sentindo as dores do joelho que me acometeram antes da subida da rua Alice da vez passada. PC1 chegou no horario, com fila, para o carimbo. Reabastecimento e pitstop no banheiro. Fiquei imaginando que poderia ser mais tranquilo subir a vista chinesa sem as dores do ano passado. E foi, apesar de ter que maneirar nas decidas por causa de uma sapata de freio quase na lona, verificado na noite anterior a largada, sem possibilidade de encontrar uma bike shop aberta antes do Audax.
A segunda perna não fora rápida. Atravessei Barra e Recreio praticamente sozinho, o pessoal que estava acompanhando estavam no desafio 100 e ficaram no PC da Praça do Ó. No Recreio o calor, a sede, a fome e o desconforto da ciclovia de blocos de concreto deram as caras. Comecei a me perguntar por que estou fazendo isto de novo, já sabedor dessas dificuldades. Perto do PC2, meio que passando mal de fome e sede, uma senhora grita dizendo que a parada está proxima, que não desista. Não sei se ela era voluntária, mas que me deu uma injeção de ânimo até conseguir chegar ao PC2.

Comi, tomei guaraná a rodo. Carreguei as garrafinhas. Sabia que elas não aguentariam a distância ate o PC3, a perna mais longa, mas me enganei e parti rumo a Av. das Américas debaixo de um calorão. Chegando próximo ao Barra Shopping me passa outro audacioso, perguntando por onde deviamos passar. Como as regras nos obrigavam a pegar as ciclovias, não tive dúvidas: caí pro canteiro central e pedalei entre frondosas árvores até o Città America. O outro ciclista que estava até mais rápido, ficara para trás. Quando retornei do viaduto do downtown, pronto para voltar pra ciclovia, percebo uns 3 audaciosos ainda descendo em direção ao viaduto. Segui meu rumo até o Barra Shopping, Via Parque, Ayrton Senna, alça da Vila do Pan, autódromo e Salvador Allende com destino a Av. das Américas denovo. Neste ponto o maçarico estava no máximo, junto com as crateras lunares e a falta de água nas caramanholas. Estradinha ruim, sem acostamento. Estava rezando por uma sombra e para que nada de errado acontecesse com a bike, pois seria um inferno se tivesse que parar para qualquer conserto. Com a lingua de fora chego nas Américas e avisto um oasis. Habibs com 2 caras saindo de la perguntando se estávamos no caminho certo. E eu perguntando se tinha água na banca de jornal. Eles se foram e eu fiquei no meu então PC particular. Enchi os suprimentos, um sorvete para abaixar a temperatura e um pouco de água na cabeça pra esfriar os miolos. Daqui pra frente só pauleira com o sol a pino. Estradas intermináveis, muitas poças das chuvas anteriores e muitos buracos. O meu estoque de gel de carbohidrato acabara ali mesmo, sem lembrar que ainda tinha a subida do  Joá para vencer. Chego no pontal e no PC3. Cansado, com dores na lombar. Foi a minha parada mais longa. Tanto que chegou uma turma de 7 fazendo um fuzuê. Lembrando que não tinha acabado e estava sempre no limite do horario dos PCs. Fui embora sozinho, lutando contra o vento no Recreio e Barra. Antes de subir o Joá mais uma parada na padaria, tentar recuperar forças que não vieram. Tive que empurrar toda a subida. Apesar de não estar com caimbras elas davam o ar da graça quando eu pedalava mais intensamente. Torrei ao sol e na chapa de pedra da Av. Niemeyer, mas desta vez o PC4 veio rápido. Paradinha para por um pouco mais de água e reagrupar com mais dois ciclistas, encarando o vento e os incautos que insistiam em transitar pela ciclovias de Ipanema, Copa e Aterro do Flamengo. 

Do PC5 na Lapa, só a lembrança de que já percorremos praticamente o Audax inteiro. Seria o sprint final. Ainda com dores na lombar deixei os companheiros irem na frente enquanto eu botava um gelo nas costas. Pra mim seria como se tivesse voltando pra casa, pela frequencia com que eu faço aquela rota. Tão rápido que quando percebi, todo sofrimento tinha ficado para trás. Não parecia que tinha ficado debaixo de sol o dia inteiro e que não havia outra dor, a não ser a de ficar sentado 12h30 numa bike com pneus finissimos e sem suspensão. Pois é no momento que ao cruzar a linha de chegada tudo isso fica irrelevante e só o que se consegue pensar é: EU CONSEGUI!

Scout: Av: 18,9Km/h, Mx:57,5Km/h, Cal: 2.807,2, Tm: 10h13m21s, Dst: 193,96Km