Agora com algumas idéias... Mas e o ideal?

Calçado para terra.

Sempre fui zoado por não poder encarar pedais nas quais a terra, buracos e trilhas fazem parte principal do roteiro. Reane que o diga. Aliás ano passado perdi vários pedais maneiros por só possuir uma speed. Bem agora não mais. Estamos com bike nova, mtb, um frankstein na verdade. Pneus e aros de DownHill, quadro Caloi Elite 2.1, relação alivio, suspa Manitou Axel. Usada, com uns 500km de relação, muito bem cuidada e mantida por um parceirão de pedal dos sábados. Era da sua namorada. Comprei a bike pensando na minha esposa, mas imagino que ela não irá reclamar se eu der umas voltinhas por aí com ela...
Peguei hoje e aproveitei pra fazer o test drive. Pneus Cravudos 1.95, muito macios, agarram muito no asfalto. Pedalava e não saia do lugar. Parecia até que estavam furados. Acho que pros passeios no asfalto a troca por slicks é essencial. Outra coisa é a suspensão. Nunca havia pilotado com uma. Supermarcia (pra quem tá acostumado de speed) encarou as crateras da Conde de Bonfim e Barão de Mesquita sem pestanejar. Mas realmente dá uma roubadinha na energia ao pedalar, principalmente em pé. Derrepente no carnaval eu a levo para encarar o seu ambiente natural: trilhas e estradas de terra.

Sabado de sol e pedal

Depois de quase 3 semanas de descanso do Audax, volto a rotina de sábado, subir Paineiras com a galera da Kraft. Subi tão bem que tava achando inclusive que ainda estava participando do Audax, com hora pra chegar e tudo. Mas a cada parada o papo com a galera rola solto e você acaba esquecendo um pouco do horário. Já nas Paineiras, iria arriscar uma ducha, mas os Tijucanos estavam com pressas então nem parei. Descemos juntos rumo ao Alto da Boa Vista, quando, numa curva eu quase perco o controle da bike. Achei que tinha escorregado em algum limo ou folhinha. Não tava enxergando muito bem por causa dos óculos escuros no meio das sombras das árvores. Quando que na próxima curva, bem mais devagar, eu quase levo um segundo estabaco. Foi então que parei pra prestar atenção no pneu: murcho. Fiz a troca mais rápida de minha vida, uns 10 min. e seguimos descendo alto até a Uruguai, quando todos os 5 se dispersaram de volta para suas respectivas casas.

Scout: Av.: 15,9 km/h, Mx: 53,3 km/h, Tm: 2h24m52s, Dst: 38.66 km. 

Até hoje, 06/02/2010, tenho marcado no odômetro do ciclocomputador 1.593,5km percorridos. Mês que vem, Março dia 6, vai fazer 3 anos que a Caloi 10 está comigo. Mais uns 300 km contados pelo blog (e medidos pelo bikely ou g.earth) antes de eu comprar o Cateye. Isso tudo dá no total 1893,5km. Por ano dá 629,2 km ao ano, 52,43 km ao mês,  1,75km por dia. Pouco muito pouco, comparado com a galera com quem pedalo. Mas pra mim, passei grandes momentos nesta bike, como os 2 Audax e 1 Desafio, passeios marcantes para Pontal, Sumaré e Paineiras, nunca temendo subidas, por mais inclinadas que sejam, como foi o Parque do Leblon, ou sempre veloz nas descidas, como a máxima de 63,4km/h descendo o Alto da Boa Vista e 44.7km/h no plano do Aterro do Flamengo, com vento contra.

Pedalando ao Sol

Audax 200km 17/01/2010


Domingo de madrugada. Um cento de ciclistas esperando a largada no Shopping Tijuca. Carro madrinha escoltando o comboio. Pelotão encarando as vias mais movimentadas da cidade. Foi a visão que tive ao rolar com um monte de audaciosos pela Av. Presidente Vargas. O dia prometia muito calor mas o que estava dando as caras era a adrenalina de pedalar junto a essa galera, principalmente depois que o carro madrinha nos liberou na Av. Rio Branco. Como tinha imaginado, foi uma correria até a subida da rua Alice, pois o horário de fechamento do PC1 seria apertado. Tendo feito o (quase) mesmo percurso em 2009, sabia que não poderia enrolar muito neste trecho. Desta vez escalei as paineiras acompanhado de vários ciclistas, alguns de speed, muitos de mtb, num ritmo que me faria chegar no PC1 a tempo e ter forças pro resto do percurso. Ao mesmo tempo lembrando que não estava sentindo as dores do joelho que me acometeram antes da subida da rua Alice da vez passada. PC1 chegou no horario, com fila, para o carimbo. Reabastecimento e pitstop no banheiro. Fiquei imaginando que poderia ser mais tranquilo subir a vista chinesa sem as dores do ano passado. E foi, apesar de ter que maneirar nas decidas por causa de uma sapata de freio quase na lona, verificado na noite anterior a largada, sem possibilidade de encontrar uma bike shop aberta antes do Audax.
A segunda perna não fora rápida. Atravessei Barra e Recreio praticamente sozinho, o pessoal que estava acompanhando estavam no desafio 100 e ficaram no PC da Praça do Ó. No Recreio o calor, a sede, a fome e o desconforto da ciclovia de blocos de concreto deram as caras. Comecei a me perguntar por que estou fazendo isto de novo, já sabedor dessas dificuldades. Perto do PC2, meio que passando mal de fome e sede, uma senhora grita dizendo que a parada está proxima, que não desista. Não sei se ela era voluntária, mas que me deu uma injeção de ânimo até conseguir chegar ao PC2.

Comi, tomei guaraná a rodo. Carreguei as garrafinhas. Sabia que elas não aguentariam a distância ate o PC3, a perna mais longa, mas me enganei e parti rumo a Av. das Américas debaixo de um calorão. Chegando próximo ao Barra Shopping me passa outro audacioso, perguntando por onde deviamos passar. Como as regras nos obrigavam a pegar as ciclovias, não tive dúvidas: caí pro canteiro central e pedalei entre frondosas árvores até o Città America. O outro ciclista que estava até mais rápido, ficara para trás. Quando retornei do viaduto do downtown, pronto para voltar pra ciclovia, percebo uns 3 audaciosos ainda descendo em direção ao viaduto. Segui meu rumo até o Barra Shopping, Via Parque, Ayrton Senna, alça da Vila do Pan, autódromo e Salvador Allende com destino a Av. das Américas denovo. Neste ponto o maçarico estava no máximo, junto com as crateras lunares e a falta de água nas caramanholas. Estradinha ruim, sem acostamento. Estava rezando por uma sombra e para que nada de errado acontecesse com a bike, pois seria um inferno se tivesse que parar para qualquer conserto. Com a lingua de fora chego nas Américas e avisto um oasis. Habibs com 2 caras saindo de la perguntando se estávamos no caminho certo. E eu perguntando se tinha água na banca de jornal. Eles se foram e eu fiquei no meu então PC particular. Enchi os suprimentos, um sorvete para abaixar a temperatura e um pouco de água na cabeça pra esfriar os miolos. Daqui pra frente só pauleira com o sol a pino. Estradas intermináveis, muitas poças das chuvas anteriores e muitos buracos. O meu estoque de gel de carbohidrato acabara ali mesmo, sem lembrar que ainda tinha a subida do  Joá para vencer. Chego no pontal e no PC3. Cansado, com dores na lombar. Foi a minha parada mais longa. Tanto que chegou uma turma de 7 fazendo um fuzuê. Lembrando que não tinha acabado e estava sempre no limite do horario dos PCs. Fui embora sozinho, lutando contra o vento no Recreio e Barra. Antes de subir o Joá mais uma parada na padaria, tentar recuperar forças que não vieram. Tive que empurrar toda a subida. Apesar de não estar com caimbras elas davam o ar da graça quando eu pedalava mais intensamente. Torrei ao sol e na chapa de pedra da Av. Niemeyer, mas desta vez o PC4 veio rápido. Paradinha para por um pouco mais de água e reagrupar com mais dois ciclistas, encarando o vento e os incautos que insistiam em transitar pela ciclovias de Ipanema, Copa e Aterro do Flamengo. 

Do PC5 na Lapa, só a lembrança de que já percorremos praticamente o Audax inteiro. Seria o sprint final. Ainda com dores na lombar deixei os companheiros irem na frente enquanto eu botava um gelo nas costas. Pra mim seria como se tivesse voltando pra casa, pela frequencia com que eu faço aquela rota. Tão rápido que quando percebi, todo sofrimento tinha ficado para trás. Não parecia que tinha ficado debaixo de sol o dia inteiro e que não havia outra dor, a não ser a de ficar sentado 12h30 numa bike com pneus finissimos e sem suspensão. Pois é no momento que ao cruzar a linha de chegada tudo isso fica irrelevante e só o que se consegue pensar é: EU CONSEGUI!

Scout: Av: 18,9Km/h, Mx:57,5Km/h, Cal: 2.807,2, Tm: 10h13m21s, Dst: 193,96Km

Just a little respect...



É por isso que o Travolta é O Cara! Possui nada menos que um 707 nas cores da Qantas e ainda tira uma de bom garoto fazendo ajuda humanitária no seu clássico.


Contrastes...



O moderno, o retrofitado e o neo-clássico.
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Treino para Audax

Primeira pedalada do ano. Combinei com a Reanne de fazer um simulado da primeira perna do Audax de 17/01/10. Ela que nunca tinha feito algo semelhante, queria ter uma base de quanto terá que ralar pra conseguir chegar no horário no PC 1. Enquanto eu iria testar os novos pneus da minha bike. Ah. Comprei tb o farol, item obrigatório pelas regras do Audax.




A Bike com os pisantes novos...




Nos encontramos no Shopping Tijuca, onde está programado a largada pro evento. Chegamos até a rua Alice em 35min. Até o início da subida das Paineiras marcou 1h. Até a cancela da Redentor, 1h30. e até o Postinho, 2h cravadas. Tudo isso com a média minima de 15 Km/h. Talvez não chegado a tempo de se classificar no PC 1. Tudo bem que demos duas paradas para recompor e tomar uma chuveirada nas duchas das paineiras. Mesmo assim é muito arriscado. Se tiver um problema na bike, como um pneu furado, ferrou.
Depois do postinho, rumei em direção ao meu chuveiro. O calor está infernal e temo pelo que possa encontrar no dia 17. Tomara que dê tudo certo.
Scout: Av: 17,4Km/h, Mx: 62,6Km/h (descendo o alto), Tm: 2.11.08 (até em casa), Dst: 38.06Km

Fugindo do calor...

Correndo a vista na comunidade da Kraft, vi um zumzumzum sobre subir Sumaré. No sábado passado. Com fome de subir ladeira, acordei cedinho e pedalei sem temer o calor rumo as Laranjeiras, ponto de partida para o tento. Uma galera boa, por volta de 30 cabeças, pedalando ladeira acima. O trajeto já me era conhecido, mas não tínhamos a companhia do frio da primeira subida. Muito pelo contrário. Tem estado muito quente por estas bandas. Mas nada que a altitude e a sombra das árvores e o vento fresco não possam dar jeito. Pit stop no postinho e passeio pela Floresta da Tijuca. Com mais 2 intrépidos, resolvo subir rumo a Bom Retiro. Não consegui, tendo que empurrar a bike na maior parte do percurso. Mas cheguei ao topo. Afinal a descida será a recompensa. Descendo o alto, já na Conde de Bonfim, percebo o quão quente está o asfalto e acelero rumo a chegada.




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