Na noite de quarta-feria, eu e meus pais fomos à uma vernissage. Amanda, amiga de cólegio e filha de amigos dos meus pais estava expondo seus trabalhos de litografia junto a uma colega no espaço cultural de Furnas. Após muito bate papo e observações das obras da minha amiga, que estavam no 1º andar, subi ao 2º para ver a outra exposição. Lá percebo uma equipe de jornalistas efetuando entrevistas com o público sobre a amostra, que eram gravuras de corpos, digamos, gordinhos, em situações sensuais até, a lá Botero.
Pois é, não deu outra, mesmo tentando me esquivar, mantendo distância da equipe; num momento de distração a turma que tava gravando me pegou para dar uma opinião sobre a exposição. Me perguntaram o que eu achava, já que era magro (sim o reporter falou isso). Gaguejei, esqueci palavras e falei algumas abobrinhas. Não adianta, não consigo falar de improviso. Dá um branco total. Em resumo, tudo que eu disse foram que a amostra retratava mulheres comuns, não aquelas que vemos em passarelas de moda ou comerciais de celulares e pastas de dentes, e que na verdade a questão dessa imagem não tem nada a ver, pois o que interessa é o que vemos dentro das pessoas e essas coisas.
Nem perguntei quando e onde iria ao ar a reportagem, já morri de vergonha fazendo ela, imagine revendo. Sem falar que ia precisar de muita edição pra cortar as partes em que eu gaguejo e esqueço as palavras.



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